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Passagens baratas ou voos mais confortáveis

As passagens baratas têm forte apelo junto ao público em geral e têm sido a aposta das companhias aéreas nos últimos anos. É inegável que o custo das passagens aéreas baratearam muito nos últimos anos, popularizando o transporte aéreo doméstico e internacional.

Viajando no Século XX

Quem se lembra dos tempos que viajar de avião exigia trajes mais bem cuidados e, em algumas ocasiões, família e amigos para se despedir no aeroporto ou para dar as boas-vindas?

Viajar de avião era um luxo que poucos podiam aproveitar. A viagem, quando muito, era anual, ou bianual e para valer a pena, demorava mais do que 20 dias. Afinal, a passagem era caríssima e o gasto tinha que valer a pena. E, na volta, ainda tinha uma reunião com amigos para mostrar os slides. Resumindo: era um acontecimento!

Viajando no Século XXI

Hoje em dia, as circunstâncias mudaram radicalmente. Na classe média, viajar para o exterior uma vez ao ano é quase que de praxe, ainda que para países vizinhos. Por conta do preço da passagem, já é possível pensar em passar poucos dias viajando para não onerar o bolso.

Mas o barateamento veio com uma desvantagem: os serviços oferecidos pelas companhias aéreas se tornou bastante precário. Isso por que, nesse meio tempo, surgiram as companhias aéreas low-cost, que cobram por fora tudo que não é o transporte em si: marcação de assento, bagagem despachada, refeições, prioridade na entrega de malas etc.

As Ryanair e Easyjet da vida complicaram o modelo de negócios das grandes companhias aéreas – American Airlines, British Airways, United Airlines etc. Todas sentiram no bolso a captação da clientela pelas low-cost.

Por conta disso, os passageiros acostumados a viajar nas legacy carriers hoje reclamam muito da queda na qualidade dos serviços oferecidos. As empresas tentam colocar cada vez mais passageiros dentro das aeronaves. Onde ontem havia banheiros, hoje há mais duas fileiras de assentos.

A tendência mundial é que a grande maioria das companhias aéreas acabem oferecendo passagens nos mesmos moldes das low-cost: só o transporte do passageiro. O resto é cobrado à parte mesmo em voos de longa distância. Hoje em dia, as legacy carriers ainda servem uma bebida durante um voo de curta duração. E só …

Alguns podem argumentar que, comparado aos serviços que tínhamos no passado, voar hoje é muito melhor – monitores individuais, wi-fi etc.

Entretanto, isso faz parte da evolução natural da tecnologia e, ao meu sentir, não deve ser glamourizado. Eu não vejo ninguém argumentar que o preço de um carro zero mais caro é justificável porque tem direção hidráulica ou elétrica. Estranho seria que carros com direção mecânica ainda estivessem à venda.

Passagens baratas ou voos mais confortáveis?

Mas, voltando ao assunto das passagens, eu pessoalmente resisto muito a voar em low-costs. Sempre procuro passagens em companhias aéreas tradicionais. A única vez que voei em low-cost foi uma vez que fui do Porto (morava lá na época) para Dublin pela Ryanair e me custou … 1 euro! Claro que houve a cobrança das taxas aeroportuárias, mas acho que a ida e volta, na época, não saiu mais do que 30 euros.

A experiência não foi de todo mal para um curto voo de 2 horas: os aeroportos eram os mesmos utilizados pelas grandes companhias, mas nem a água era gratuita e os assentos não reclinavam. Entretanto, repito, era um voo curto.

Mas todas as vezes que procuro passagens na Ryanair, Easyjet ou Norwegian para voos intra-europeus, acabo desistindo. Sempre tenho bagagem para despachar e muitas vezes o aeroporto de origem/destino é completamente fora de mão.

Além disso, geralmente procuro esses voos curtos mais perto da data da minha viagem – com 3 ou 4 meses de antecedência. Com isso, raramente a passagem sai mais barata e quando sai, é uma diferença de poucos euros que, para mim, não compensa. Até por que, se der algum problema, eu não tenho como recorrer aqui no Brasil.

Já para voos de longa distância, eu nem pestanejo: a única exceção que hoje eu me vejo fazendo seria voar na cabine premium da Norwegian para Londres. E that’s it. Não me imagino encarapitada na econômica da Level, por exemplo – ainda que a passagem seja bem barata. Mas isso sou eu e não tenho nada contra quem prefira viajar assim. Cada qual com seu cada qual, não é mesmo?

Assim, minha escolha recai sempre nas companhias aéreas tradicionais, preferencialmente que tenham escritório no Brasil, em detrimento das passagens aéreas mais baratas das empresas low-cost.

E vocês? O que pesa na escolha de uma companhia aérea? O preço? O nome?

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