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sexta-feira, junho 18, 2021
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O mercado das milhas no Brasil de hoje: devagar com o andor que o santo é de barro

Há cerca de oito meses atrás, eu publiquei um post em que questionava se a Smiles era o melhor programa de milhas no Brasil. À época, a empresa havia feito uma série de mudanças extremamente benéficas aos seus clientes que a colocaram em grande vantagem junto ao seu maior concorrente, o LATAM Fidelidade. Em seguida, escrevi um outro post falando sobre a pressão que a Smiles e o Livelo estavam fazendo sobre o Fidelidade e como o programa estava inerte frente às novidades do mercado.

Pois bem, desde então algumas tendências puderam ser verificadas. A primeira, e mais preocupante, é a inflação de milhas no mercado.

Vejo pessoas comentando – aqui e em outros blogs – que têm 500, 600, 700.000 milhas em determinada companhia – isso sem ser passageiro frequente. O acúmulo tem relação com compras de milhas com bônus ou descontos, transferências bonificadas de cartões de crédito, compra de pontos de cartão de crédito, associação aos clubes de milhas, etc.

Esse tipo de prática, no Brasil, alcançou uma proporção e volume que não é comum em outros mercados, como o americano, por exemplo, em que há muita oferta de milhas bônus.

Um exemplo dessa inflação é a promo do Itau Sempre Presente e Multiplus de ontem: muita gente está considerando comprar 100.000 pontos do Sempre Presente por R$ 3.500,00 para transferir para a Multiplus com 60% de bônus, gerando 160.000 pontos de uma tacada só em uma única promo do ano.

Isso torna possível a emissão de um bilhete ida e volta na executiva para a América do Norte por cerca de USD 1.000. Esse cliente provavelmente vai aproveitar outras promos durante o ano, gerando uma carteira com esses 400.000, 500.000 pontos no ano.

Não há nada de errado com o comportamento do consumidor: a oportunidade foi dada pelas empresas e os clientes vão aproveitar.

Entretanto, não há programa de milhas que resista a isso. O número de assentos nas aeronaves continua o mesmo, a disponibilidade nas parceiras continua a mesma, mas as empresas passam a ter um passivo enorme, pois são obrigadas a honrar esses pontos. E como fazê-lo?

Como não há qualquer regulação em relação a esses programas, isso leva a uma segunda tendência: a desvalorização das milhas/pontos, com o aumento das milhas necessárias para resgate.

Vejamos o caso emblemático da Smiles: a empresa que tinha o melhor programa há menos de um ano hoje tem um dos piores (não conheço bem o TudoAzul)  – pelo menos no que diz respeito aos resgates de bilhetes para voos internacionais com as parceiras, principalmente em cabines premium.

Os bons resgates são raros, a taxa para cancelamento de bilhetes emitidos com milhas subiu para R$ 350,00 por passageiro, houve a introdução de tarifas comerciais sem qualquer aviso aos clientes e por aí vai.

O TAP Victoria seguiu o mesmo caminho: desvalorizou exclusivamente os resgates com origem/destino no Brasil para voos em suas aeronaves e deu um minguado prazo de 7 dias para os consumidores brasileiros tomarem uma providência. Blogueiros reclamaram, muita gente protestou nos comentários, a empresa está ciente (me mandou um tweet), mas a repercussão na tomada de decisões do Victoria foi zero.

Voltando aos programas brasileiros, o LATAM Fidelidade também tem uma tabela completamente aleatória quando envolve os voos LATAM. Um Brasil – Londres na executiva da empresa pode sair por 240.000 pontos, mas na tabela das parceiras Oneworld é possível achar o mesmo trecho por 100.000 pontos voando British Airways. Esquizofrenia total.

Além disso, os programas chileno e brasileiro vão ser unificados, o que vai, provavelmente, levar a uma atualização da tabela de resgates, com possíveis reajustes. Eu acho que o trecho para a Ásia em executiva por 110.000 pontos com as parceiras Oneworld não vai durar muito tempo …

Nós até temos uma empresa cujo produto é somente esse: a venda e transferência de milhas e pontos para programas de milhas e para aquisição de produtos em geral – a Livelo. A Livelo tem parceria com todos os programas de milhas brasileiros, comercializando pontos/milhas na proporção 1:1, e com programas estrangeiros.

Essa negociação com o MileagePlus, Flying Blue, BAEC, Etihad Guest etc, que foi entabulada durante 2017, mostra como esses programas enxergam o valor do ponto Livelo (que é o valor da milha/ponto Smiles, TudoAzul, Fidelidade e Amigo, porque todos têm a proporção 1:1): ele vale a metade do que ele diz que vale, já que a proporção é 2:1, à exceção do TAP Victoria.

Fato é que o mercado está super-inflacionado e a solução mais cômoda para os programas de milhas é desvalorizar a moeda que nós, consumidores, temos nas mãos. Com uma canetada as nossas milhas podem valer amanhã metade do que valem hoje – vide Smiles e Victoria. As empresas têm total controle da situação: elas são o Banco Central da sua própria moeda.

É fato que os programas são verdadeiros cash cows das companhias aéreas, tendo um lucro muito superior ao delas. Em alguns casos, são os programas de milhas que enviam recursos para que as companhias aéreas se mantenham funcionando adequadamente. Então, é no interesse dos programas de milhas que haja essa explosão na compra e na transferência de pontos dos cartões. As promoções vão continuar para seduzir os consumidores a adquirirem mais e mais milhas. Mas como eu disse: essa “farra” não se sustenta nos parâmetros atuais.

Não há como atestar o que vai acontecer nesse ano no mercado de milhas no Brasil. Não trabalho com nenhum programa de milhas, não tenho contato com ninguém que efetivamente tenha peso nas decisões gerenciais e não tenho bola de cristal.

Mas tenho a impressão que teremos algumas desvalorizações pela frente. Todo cuidado é pouco.

Já dizia o ditado popular: devagar com o andor, que o santo é de barro.

 

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78 COMENTÁRIOS

  1. Excelente texto.

    Transfira para emitir agora, ou através do viagem fácil. Não especule com milhas na atual conjectura. Entretanto, vale ressaltar que as passagens na maior parte dos casos continua mais barato que em dinheiro, porém, menos vantajoso que 6 meses atrás.

    Em relação aos voos nacionais, AINDA não observei inflação no smiles. AINDA!

  2. Mais do que nunca é preciso tomar decisões com emissões em mente! Esse ano eu acabei planejando uma viagem com 9 meses de antecendência pra poder aproveitar o bom preço e pois tinha ctza que isso iria acontecer. Eu nunca planejei com tanta antecedência e ainda nem sei se vou ter algum problema com essa data em meu trabalho, mas é o que somos obrigados a nos submeter agora… triste realidade de um mercado de milhas que já foi muito melhor!

  3. Prezada Beatriz,
    Como dito no texto, o santo é de barro, todos os dias, fico procurando minhas futuras viagens no site da Smiles, olhando destinos e valores de milhas, e posso dizer com clareza, o pacote de maldade ainda ta só começando.
    Voei em dezembro para USA e retornei de executiva, foi um deus nos acuda de datas e indisponibilidades, valores astronômicos, cheguei a ver resgate na econômica por 100.000 pontos.
    No Brasil tudo que é bom dura pouco. Essa inflação de milhas, que os programas dizem estar acontecendo, é somente mais uma estrategia para aumentar a demanda., pois com as mudanças os voos passaram a ter mais gastos, maiores valores para resgate se tornando inviável ter milhas.
    imagino que estamos fardados a declaração de falência das milhas. Imagina o cliente que tem 600.000 milhas, e o cliente que tem 60.000, o que eu vejo é o fato de que quem tem 600.000 ainda conseguirá com muito esforço gastar suas iludidas milhas, e quem tem 60.000 irá ficar a ver navios. já que em regra está cada vez mais difícil encontrar voos ou acumular milhas.

  4. Excelente texto Beatriz! Você sabe me informar quanto a Multiplus cobra de ” taxa de administração” para emitir bilhetes via call center?
    Liguei em uma loja física da LATAM Travel e ela cobra R$ 120,00 por passageiro. Tentei ligar no call center da Multiplus, mas não “sabem” informar o valor dessa ” taxa de administração” de passagens emitidas via call center .
    Já resgatei passagens pela Multiplus, mas essa será a primeira vez que terei de utilizar call center ou Latam Travel, a depender do custo dessa taxa.

  5. Ola Beatriz, meu nome é Marcio, e tenho acompanhado seus relatos e hoje resolvi dar um “pitaco”.
    Inicialmente parabéns pela clareza e imparcialidade dos seus textos.
    Viajo muito, na verdade mais do que gostaria. Estou com 60 anos e hoje quero curtir mais minha família, portanto, 2017 foi o ultimo ano de viagens malucas, agora só com minha esposa e filhas.
    Me considero um “viúvo” da Varig, mas eram outros tempos….
    Já voei de quase tudo e para mutos lugares do planeta, até de Concorde voei, LHR-JFK-LHR.
    Quanto a este “blog”, sempre tenho em mente que “milha boa é milha gasta”, não existe poupança em milhas, pelos motivos aludidos por você.
    Sempre que tenho uma quantidade razoável de milhas/pontos, emito um bilhete, 90% em executiva.
    Certa vez, acho que no ano 2000, fui emitir, digo fui, porque naquele época a Varig tinha uma loja, gigantesca, aqui em Belo Horizonte, onde tínhamos a opção de emitir pessoalmente os bilhetes, pagantes ou milhas.
    Pois bem, conversando com o atendente, não me esqueço dele dizendo: “Hoje, muitas cias aéreas se forem emitir todas as passagens que os clientes dos programas de fidelidade tem em conta, teremos de voar 3 anos com os aviões lotados sem um bilhete sequer pagante”. Estou falando do ano 2000. Imagine! Talvez ele tenha exagerado, mas já era uma preocupação o passivo de milhas que estava avolumando no mundo dos programas de fidelidade.
    E olha que naquele tempo o acumulo de milhas se dava voando ou pelo cartão. Realmente eram programas de fidelidade.
    Fico triste, vendo hoje o que virou o comercio de milhas.
    A Smiles, que foi , na minha modesta opinião, “de graça” para Gol, pois quando compraram a “parte boa da Varig” e o Smiles foi no “bolo”, hoje vale mais que a própria Gol. Pode? Não poderia, ou não deveria, tem alguma coisa errada ai.
    Nós, consumidores, ficamos a mercê da maré que os programas criam. Veja o exemplo do Victoria da TAP. Era quase certo que com a enxurrada de milhas que receberam, e acho que até eles se surpreenderam, na promoção 100% Livelo, teriam que aumentar o numero de milhas para emissão, foi exatamente o que fizeram, senão, fica difícil, não se sustenta um negócio assim.
    Desculpe o texto um tanto longo.
    Vamos nos “falando” (-:
    Saúde e Paz.

    • Oi Marcio, bem vindo ao Milhas e Destinos! Eu emito bilhetes com milhas desde os anos 90 e sei bem do que você está falando. A realidade era outra: emissões tranquilas, com um número justo de milhas. Enfim, bons tempos!
      Quanto ao Concorde, nunca voei, mas visitei quando a Air France introduziu o A330 na rota para o Brasil. Fizeram um press release no Galeão e uma amiga jornalista me convidou. Entramos no Concorde da AF já em fim de carreira e no A330, tinindo de novo. Inesquecível!

      • Obrigado Beatriz.
        Emitido também há bastante tempo.
        Sou cliente do (a) Smiles desde quando nasceu, em 1995.
        Em 2015, fiz 20 anos de associado, sendo a partir de 1999, Ouro ou Diamante, quando precisamos de 100 trechos para ser Diamante.
        Pois muito bem, não recebi nem um e-mail do (a) Smiles pelos 20 anos de parceria…. )-:

  6. “As empresas têm total controle da situação: elas são o Banco Central da sua própria moeda.”

    Na época de uma das grandes desvalorização do Smiles (em 2015), um amigo meu comentou exatamente isso. Se eles geram a própria moeda eles podem gerar a inflação e reduzir o seu passivo. É exatamente o que as empresas têm feito nos últimos anos.

  7. Muito bom texto e, infelizmente, é a realidade.

    O “mundo das milhas mudou” e isso não é um clichê. As mudanças foram intensas nos últimos 2 anos, por vários motivos.

    Creio que as empresas, utilizando softwares de inteligência artifical, mapeiam o estoque de milhas dos clientes e cruzam com centenas de variáveis tais como pesquisas de trechos, assentos livres, bônus de transferências, milhas acumuladas com viagens e parceiros, etc, enfim, buscando, cada vez mais, obter lucro pois a oferta de milhas não é filantropia da companhia. Não existe almoço grátis.

    Outro dia li um comentário num site que comparava, mantendo-se as proporções, alguns programas de milhagem com “pirâmides financeiras”, principalmente quando se refere aos clubes. Seja num clube ou acumulando milhas de outras formas, ficamos presos aquela empresa e sujeitos às regras que eles estabelecem e mudam quando querem, dificultando ao máximo você utilizar aquela poupança.

    É inegável que há promoções, há vantagens e desvantagens em acumular e administrar programas de milhagens, já que se fosse 100% ruim ninguém teria. No entanto, há uma linha muito tênue entre você ser prejudicado ou conseguir fazer uma emissão justa: qualquer detalhe pode fazer com que uma pessoa que tenha 150.000 milhas não consiga emitir seguir uma passagem econômica do Brasil para Portugal, que é o primeiro destino europeu em distância.

    Brinco com meus amigos que hoje em dia é preciso ser PhD em economia e matemática para lidar com todas as variáveis que envolvem o planejamento, transferência de pontos, emissão de bilhetes para uma viagem aérea.

    Abraços

    • Acho que ainda não chegamos no ponto dos softwares de inteligência artificial no Brasil. O TI das empresas é péssimo (a Smiles é a melhor). Veja o exemplo da Multiplus, empresa totalmente digital. Só o extrato é uma vergonha, o site vive dando problema, enfim. Mas os programas americanos, esses, sim. Inteligência artificial para TUDO.

  8. Belo texto Beatriz.

    O que vemos hoje é que os programas de fidelidade mudaram seu foco para a comercialização de pontos/milhas, e o fato deles terem ampliado o prazo de expiração das mesmas é mais uma confirmação de que irão cada vez mais inflacionar o valor dos resgates.

    Não vou ser hipócrita de reclamar, pois durante muito tempo usei o artifício da compra de milhas para baratear minhas emissões, mas uma hora a conta chega e creio que estamos próximos disto.

    Além de comprar milhas, muitas pessoas usam o pague contas para gerar as mesmas, outro artifício de inundou o mercado de milhas.

    O que é interessante é que, diante desta inflação nos resgates, os clientes fidelizados acabam levando a pior, pois têm que voar muito mais para acumular milhas suficientes para um resgate.

    Abraço e parabéns pelo blog.

  9. “Além disso, os programas chileno e brasileiro vão ser unificados, o que vai, provavelmente, levar a uma atualização da tabela de resgates, com possíveis reajustes.”

    Pergunto, em que data ocorrerá essa unificação?

    P.s.: ótimo texto, com visão imparcial, diferente de outros sites….

  10. Excelente texto.

    Transfira para emitir agora, ou através do viagem fácil. Não especule com milhas na atual conjectura. Entretanto, vale ressaltar que as passagens na maior parte dos casos continua mais barato que em dinheiro, porém, menos vantajoso que 6 meses atrás.

    Em relação aos voos nacionais, AINDA não observei inflação no smiles. AINDA!

  11. Mais do que nunca é preciso tomar decisões com emissões em mente! Esse ano eu acabei planejando uma viagem com 9 meses de antecendência pra poder aproveitar o bom preço e pois tinha ctza que isso iria acontecer. Eu nunca planejei com tanta antecedência e ainda nem sei se vou ter algum problema com essa data em meu trabalho, mas é o que somos obrigados a nos submeter agora… triste realidade de um mercado de milhas que já foi muito melhor!

  12. Prezada Beatriz,
    Como dito no texto, o santo é de barro, todos os dias, fico procurando minhas futuras viagens no site da Smiles, olhando destinos e valores de milhas, e posso dizer com clareza, o pacote de maldade ainda ta só começando.
    Voei em dezembro para USA e retornei de executiva, foi um deus nos acuda de datas e indisponibilidades, valores astronômicos, cheguei a ver resgate na econômica por 100.000 pontos.
    No Brasil tudo que é bom dura pouco. Essa inflação de milhas, que os programas dizem estar acontecendo, é somente mais uma estrategia para aumentar a demanda., pois com as mudanças os voos passaram a ter mais gastos, maiores valores para resgate se tornando inviável ter milhas.
    imagino que estamos fardados a declaração de falência das milhas. Imagina o cliente que tem 600.000 milhas, e o cliente que tem 60.000, o que eu vejo é o fato de que quem tem 600.000 ainda conseguirá com muito esforço gastar suas iludidas milhas, e quem tem 60.000 irá ficar a ver navios. já que em regra está cada vez mais difícil encontrar voos ou acumular milhas.

  13. Beatriz tem me deixado cada vez mais apreensivo.
    Vou tentar contemporizar…
    Você emitiu uma QSuites por 100 mil milhas há pouco tempo. Sei que os tempos são outros, mas ainda não é possível algumas barganhas, como esta? O Marcio acima até mostrou que o mercado já nasceu inflacionado.
    Você conhece muito mais que todos aqui, Beatriz. Peço que faça comparações, em relação a preços, com o que era possível emitir, anos atrás, tomando mesmo a Smiles de exemplo. Porque caíram as ofertas no Smiles, mas eu também vejo que baixaram muito o valor das milhas. Um pouco “democratizar” o acesso, se a palavra cabe aqui. Quem não viajava de executiva – meu caso – já tem conseguido. Naquela procura maluca, mas viável.
    Talvez o cenário esteja muito pior para quem tem anos no metier, vendo a disponibilidade cair tanto. Abraço.

    • Então Renato, são tempos distintos.
      Anos atrás, década de 1990 e inicio dos anos 2000, lembrando a Varig, a mesma chegou a ter, salvo engano, no seu auge, umas 10/12 ligações diárias diretas Brasil-Europa. Hoje, só a TAP deve ter isto, ou mais, e somente para Lisboa e Porto.
      Então, a disponibilidade era infinitamente menor, e o acumulo de milhas da mesma forma, mas sempre se conseguia, logicamente com alguma antecedência, dois ou três meses, emissão com milhas, tanto em econômica como em executiva, ou ainda, sempre lembrando da Varig, em algumas tarifas pagantes em econômica era só ir na loja e com 30k de milhas fazer up-grade imediato para executiva, parecido com o que o AAdvantage tem, só que tem “co-pagamento” de $ 250.00 mais 25K de milhas, ou algo parecido.
      Era comum, até porque a tabela era fixa, emitir o trecho executiva, com stopover, para Europa por 52,5K e para America do Norte por 37,5K, e ainda podíamos fazer open jaw, ir por um destino e voltar por outro.
      Muitas vezes fiz isto.
      Por exemplo: fiz CNF-LGA com stopover em YYZ e voltei de JFK para CNF por 75K em executiva, como a Varig fazia parte da Star Alliance, voei trechos Varig, Air Canada e United, no mesmo bilhete, olha que legal!
      Agora, os tempos eram outros, a aviação não era tão democratizada como hoje, e concordo com você, com paciência tem boas ofertas, tanto que como disse, não “junto milhas”. A medida que vou acumulando, ao chegar a um limite que julgo razoável, emito nem que seja o trecho de ida ou volta e depois vejo como faço com o outro trecho. Mas……eu tenho disponibilidade de datas, o que muito ajuda. Semana retrasada mesmo emiti executiva para black friday, veja bem no longínquo novembro deste ano, pela Delta, via Smiles, por 85K cada trecho. Como aproveitei algumas promoções de transferência para o Smiles , acaba que fica quase que, efetivamente, pelas 37,5 que emitia antigamente, mas tem de “garimpar”. Nesta ultima emissão, emiti primeiro a ida, e fiquei esperando “abrir” um voo Delta, pois só abria Copa Airlines, que não era minha primeira opção, acabei emitindo numa data dois dias depois do que realmente pretendia, e com a Delta, mas esta bom, minha esposa gostou das datas e isto é o que importa.
      Finalizando, desculpe “meter minha colher” na conversa onde não fui chamado, rs.
      Abraços, muita saúde e paz.

      • Márcio, boa noite.
        Não tenho nada a ver com a conversa, mas numa época em que todos são especialistas em tudo ao mesmo tempo que escrevem “imbigo”, é um prazer ler comentários tão educados, tranquilos e ponderados quanto os seus. É, de verdade, um alento.
        Obrigado e boa noite!

      • Excelentes relatos. Eu sou viúva da Varig também, embora com certeza um pouco menos experiente.

        Sobre o Smiles, em 2014 eu fui para o Japão e voltei em C da AF por 75k cada bilhete. Ou seja, 75k para BR – FR – JP em executiva!!

        Agora, faz poucos minutos, fui fazer uma simulação no Smiles para Veneza, que hoje está no Essa É Para Voar (a promo deles mais ou menos semanal para alguns destinos selecionados): 180k em executiva na AF, saindo de GRU. É pior é que eu achei “barato”, dados os valores atuais de resgate em executiva para a Europa com a AF. Para a Ásia, o Smiles nem monta mais com eles, pelo que sei.

        Excelente texto, Bia!!

  14. Aliás, Beatriz…
    O preço mínimo que se obteve na compra/transferência de milhas ainda é aquele “recorde” com 2 promos simultâneas: Livelo vendendo com 50% de desconto (R$35 reais); e Smiles dando 100% na transferência (R$ 17,50). Nunca mais. Considere que as pessoas estão viajando mais e estão comprando e obtendo milhas por diversos caminhos.

  15. Excelente texto Beatriz! Você sabe me informar quanto a Multiplus cobra de ” taxa de administração” para emitir bilhetes via call center?
    Liguei em uma loja física da LATAM Travel e ela cobra R$ 120,00 por passageiro. Tentei ligar no call center da Multiplus, mas não “sabem” informar o valor dessa ” taxa de administração” de passagens emitidas via call center .
    Já resgatei passagens pela Multiplus, mas essa será a primeira vez que terei de utilizar call center ou Latam Travel, a depender do custo dessa taxa.

  16. Ola Beatriz, meu nome é Marcio, e tenho acompanhado seus relatos e hoje resolvi dar um “pitaco”.
    Inicialmente parabéns pela clareza e imparcialidade dos seus textos.
    Viajo muito, na verdade mais do que gostaria. Estou com 60 anos e hoje quero curtir mais minha família, portanto, 2017 foi o ultimo ano de viagens malucas, agora só com minha esposa e filhas.
    Me considero um “viúvo” da Varig, mas eram outros tempos….
    Já voei de quase tudo e para mutos lugares do planeta, até de Concorde voei, LHR-JFK-LHR.
    Quanto a este “blog”, sempre tenho em mente que “milha boa é milha gasta”, não existe poupança em milhas, pelos motivos aludidos por você.
    Sempre que tenho uma quantidade razoável de milhas/pontos, emito um bilhete, 90% em executiva.
    Certa vez, acho que no ano 2000, fui emitir, digo fui, porque naquele época a Varig tinha uma loja, gigantesca, aqui em Belo Horizonte, onde tínhamos a opção de emitir pessoalmente os bilhetes, pagantes ou milhas.
    Pois bem, conversando com o atendente, não me esqueço dele dizendo: “Hoje, muitas cias aéreas se forem emitir todas as passagens que os clientes dos programas de fidelidade tem em conta, teremos de voar 3 anos com os aviões lotados sem um bilhete sequer pagante”. Estou falando do ano 2000. Imagine! Talvez ele tenha exagerado, mas já era uma preocupação o passivo de milhas que estava avolumando no mundo dos programas de fidelidade.
    E olha que naquele tempo o acumulo de milhas se dava voando ou pelo cartão. Realmente eram programas de fidelidade.
    Fico triste, vendo hoje o que virou o comercio de milhas.
    A Smiles, que foi , na minha modesta opinião, “de graça” para Gol, pois quando compraram a “parte boa da Varig” e o Smiles foi no “bolo”, hoje vale mais que a própria Gol. Pode? Não poderia, ou não deveria, tem alguma coisa errada ai.
    Nós, consumidores, ficamos a mercê da maré que os programas criam. Veja o exemplo do Victoria da TAP. Era quase certo que com a enxurrada de milhas que receberam, e acho que até eles se surpreenderam, na promoção 100% Livelo, teriam que aumentar o numero de milhas para emissão, foi exatamente o que fizeram, senão, fica difícil, não se sustenta um negócio assim.
    Desculpe o texto um tanto longo.
    Vamos nos “falando” (-:
    Saúde e Paz.

    • Oi Marcio, bem vindo ao Milhas e Destinos! Eu emito bilhetes com milhas desde os anos 90 e sei bem do que você está falando. A realidade era outra: emissões tranquilas, com um número justo de milhas. Enfim, bons tempos!
      Quanto ao Concorde, nunca voei, mas visitei quando a Air France introduziu o A330 na rota para o Brasil. Fizeram um press release no Galeão e uma amiga jornalista me convidou. Entramos no Concorde da AF já em fim de carreira e no A330, tinindo de novo. Inesquecível!

      • Obrigado Beatriz.
        Emitido também há bastante tempo.
        Sou cliente do (a) Smiles desde quando nasceu, em 1995.
        Em 2015, fiz 20 anos de associado, sendo a partir de 1999, Ouro ou Diamante, quando precisamos de 100 trechos para ser Diamante.
        Pois muito bem, não recebi nem um e-mail do (a) Smiles pelos 20 anos de parceria…. )-:

  17. “As empresas têm total controle da situação: elas são o Banco Central da sua própria moeda.”

    Na época de uma das grandes desvalorização do Smiles (em 2015), um amigo meu comentou exatamente isso. Se eles geram a própria moeda eles podem gerar a inflação e reduzir o seu passivo. É exatamente o que as empresas têm feito nos últimos anos.

  18. Muito bom texto e, infelizmente, é a realidade.

    O “mundo das milhas mudou” e isso não é um clichê. As mudanças foram intensas nos últimos 2 anos, por vários motivos.

    Creio que as empresas, utilizando softwares de inteligência artifical, mapeiam o estoque de milhas dos clientes e cruzam com centenas de variáveis tais como pesquisas de trechos, assentos livres, bônus de transferências, milhas acumuladas com viagens e parceiros, etc, enfim, buscando, cada vez mais, obter lucro pois a oferta de milhas não é filantropia da companhia. Não existe almoço grátis.

    Outro dia li um comentário num site que comparava, mantendo-se as proporções, alguns programas de milhagem com “pirâmides financeiras”, principalmente quando se refere aos clubes. Seja num clube ou acumulando milhas de outras formas, ficamos presos aquela empresa e sujeitos às regras que eles estabelecem e mudam quando querem, dificultando ao máximo você utilizar aquela poupança.

    É inegável que há promoções, há vantagens e desvantagens em acumular e administrar programas de milhagens, já que se fosse 100% ruim ninguém teria. No entanto, há uma linha muito tênue entre você ser prejudicado ou conseguir fazer uma emissão justa: qualquer detalhe pode fazer com que uma pessoa que tenha 150.000 milhas não consiga emitir seguir uma passagem econômica do Brasil para Portugal, que é o primeiro destino europeu em distância.

    Brinco com meus amigos que hoje em dia é preciso ser PhD em economia e matemática para lidar com todas as variáveis que envolvem o planejamento, transferência de pontos, emissão de bilhetes para uma viagem aérea.

    Abraços

    • Acho que ainda não chegamos no ponto dos softwares de inteligência artificial no Brasil. O TI das empresas é péssimo (a Smiles é a melhor). Veja o exemplo da Multiplus, empresa totalmente digital. Só o extrato é uma vergonha, o site vive dando problema, enfim. Mas os programas americanos, esses, sim. Inteligência artificial para TUDO.

  19. Belo texto Beatriz.

    O que vemos hoje é que os programas de fidelidade mudaram seu foco para a comercialização de pontos/milhas, e o fato deles terem ampliado o prazo de expiração das mesmas é mais uma confirmação de que irão cada vez mais inflacionar o valor dos resgates.

    Não vou ser hipócrita de reclamar, pois durante muito tempo usei o artifício da compra de milhas para baratear minhas emissões, mas uma hora a conta chega e creio que estamos próximos disto.

    Além de comprar milhas, muitas pessoas usam o pague contas para gerar as mesmas, outro artifício de inundou o mercado de milhas.

    O que é interessante é que, diante desta inflação nos resgates, os clientes fidelizados acabam levando a pior, pois têm que voar muito mais para acumular milhas suficientes para um resgate.

    Abraço e parabéns pelo blog.

  20. “Além disso, os programas chileno e brasileiro vão ser unificados, o que vai, provavelmente, levar a uma atualização da tabela de resgates, com possíveis reajustes.”

    Pergunto, em que data ocorrerá essa unificação?

    P.s.: ótimo texto, com visão imparcial, diferente de outros sites….

  21. Beatriz tem me deixado cada vez mais apreensivo.
    Vou tentar contemporizar…
    Você emitiu uma QSuites por 100 mil milhas há pouco tempo. Sei que os tempos são outros, mas ainda não é possível algumas barganhas, como esta? O Marcio acima até mostrou que o mercado já nasceu inflacionado.
    Você conhece muito mais que todos aqui, Beatriz. Peço que faça comparações, em relação a preços, com o que era possível emitir, anos atrás, tomando mesmo a Smiles de exemplo. Porque caíram as ofertas no Smiles, mas eu também vejo que baixaram muito o valor das milhas. Um pouco “democratizar” o acesso, se a palavra cabe aqui. Quem não viajava de executiva – meu caso – já tem conseguido. Naquela procura maluca, mas viável.
    Talvez o cenário esteja muito pior para quem tem anos no metier, vendo a disponibilidade cair tanto. Abraço.

    • Então Renato, são tempos distintos.
      Anos atrás, década de 1990 e inicio dos anos 2000, lembrando a Varig, a mesma chegou a ter, salvo engano, no seu auge, umas 10/12 ligações diárias diretas Brasil-Europa. Hoje, só a TAP deve ter isto, ou mais, e somente para Lisboa e Porto.
      Então, a disponibilidade era infinitamente menor, e o acumulo de milhas da mesma forma, mas sempre se conseguia, logicamente com alguma antecedência, dois ou três meses, emissão com milhas, tanto em econômica como em executiva, ou ainda, sempre lembrando da Varig, em algumas tarifas pagantes em econômica era só ir na loja e com 30k de milhas fazer up-grade imediato para executiva, parecido com o que o AAdvantage tem, só que tem “co-pagamento” de $ 250.00 mais 25K de milhas, ou algo parecido.
      Era comum, até porque a tabela era fixa, emitir o trecho executiva, com stopover, para Europa por 52,5K e para America do Norte por 37,5K, e ainda podíamos fazer open jaw, ir por um destino e voltar por outro.
      Muitas vezes fiz isto.
      Por exemplo: fiz CNF-LGA com stopover em YYZ e voltei de JFK para CNF por 75K em executiva, como a Varig fazia parte da Star Alliance, voei trechos Varig, Air Canada e United, no mesmo bilhete, olha que legal!
      Agora, os tempos eram outros, a aviação não era tão democratizada como hoje, e concordo com você, com paciência tem boas ofertas, tanto que como disse, não “junto milhas”. A medida que vou acumulando, ao chegar a um limite que julgo razoável, emito nem que seja o trecho de ida ou volta e depois vejo como faço com o outro trecho. Mas……eu tenho disponibilidade de datas, o que muito ajuda. Semana retrasada mesmo emiti executiva para black friday, veja bem no longínquo novembro deste ano, pela Delta, via Smiles, por 85K cada trecho. Como aproveitei algumas promoções de transferência para o Smiles , acaba que fica quase que, efetivamente, pelas 37,5 que emitia antigamente, mas tem de “garimpar”. Nesta ultima emissão, emiti primeiro a ida, e fiquei esperando “abrir” um voo Delta, pois só abria Copa Airlines, que não era minha primeira opção, acabei emitindo numa data dois dias depois do que realmente pretendia, e com a Delta, mas esta bom, minha esposa gostou das datas e isto é o que importa.
      Finalizando, desculpe “meter minha colher” na conversa onde não fui chamado, rs.
      Abraços, muita saúde e paz.

      • Márcio, boa noite.
        Não tenho nada a ver com a conversa, mas numa época em que todos são especialistas em tudo ao mesmo tempo que escrevem “imbigo”, é um prazer ler comentários tão educados, tranquilos e ponderados quanto os seus. É, de verdade, um alento.
        Obrigado e boa noite!

      • Excelentes relatos. Eu sou viúva da Varig também, embora com certeza um pouco menos experiente.

        Sobre o Smiles, em 2014 eu fui para o Japão e voltei em C da AF por 75k cada bilhete. Ou seja, 75k para BR – FR – JP em executiva!!

        Agora, faz poucos minutos, fui fazer uma simulação no Smiles para Veneza, que hoje está no Essa É Para Voar (a promo deles mais ou menos semanal para alguns destinos selecionados): 180k em executiva na AF, saindo de GRU. É pior é que eu achei “barato”, dados os valores atuais de resgate em executiva para a Europa com a AF. Para a Ásia, o Smiles nem monta mais com eles, pelo que sei.

        Excelente texto, Bia!!

  22. Aliás, Beatriz…
    O preço mínimo que se obteve na compra/transferência de milhas ainda é aquele “recorde” com 2 promos simultâneas: Livelo vendendo com 50% de desconto (R$35 reais); e Smiles dando 100% na transferência (R$ 17,50). Nunca mais. Considere que as pessoas estão viajando mais e estão comprando e obtendo milhas por diversos caminhos.

  23. Questão muito simples de resolver, cancelem os planos ou reduzam para o mais barato possível. Façam as empresas de milhagem sentirem a queda nos lucros – deixem as milhas nos banco antes de pendar em transferir para algum programa. A Smiles fez duas promoções de +90% de bonus so nos dois primeiros meses do ano, vamos lá, é certo que vem inflação a vista e eles querem ver as milhas dos clientes expirando sem emissão plausível. Deveria haver uma forte campanha dos principal blogs para detoar o smiles! Quero ver como eles vao sobreviver sem os clientes!

  24. Questão muito simples de resolver, cancelem os planos ou reduzam para o mais barato possível. Façam as empresas de milhagem sentirem a queda nos lucros – deixem as milhas nos banco antes de pendar em transferir para algum programa. A Smiles fez duas promoções de +90% de bonus so nos dois primeiros meses do ano, vamos lá, é certo que vem inflação a vista e eles querem ver as milhas dos clientes expirando sem emissão plausível. Deveria haver uma forte campanha dos principal blogs para detoar o smiles! Quero ver como eles vao sobreviver sem os clientes!

  25. Excelente texto… parabéns..
    É outra coisa quando um(a) profissional escreve com isenção, clareza, conhecimento da “causa”, e com compromisso com seu leitor…
    No primeiro momento nem tem mais o que comentar, porque o texto aborda com clareza cristalina…
    Mandou bem Beatriz….as usual…

  26. Excelente texto… parabéns..
    É outra coisa quando um(a) profissional escreve com isenção, clareza, conhecimento da “causa”, e com compromisso com seu leitor…
    No primeiro momento nem tem mais o que comentar, porque o texto aborda com clareza cristalina…
    Mandou bem Beatriz….as usual…

  27. Beatriz, parabéns pelo texto!
    Muito bom ter uma opção de site que trata de assuntos importantes com a imparcialidade esperada.
    Vamos aguardar pra ver o que acontece..mas me dá medo a cada dia que passa…

  28. Beatriz, parabéns pelo texto!
    Muito bom ter uma opção de site que trata de assuntos importantes com a imparcialidade esperada.
    Vamos aguardar pra ver o que acontece..mas me dá medo a cada dia que passa…

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